O jogo de interesses relacionados à produção e comercialização de alimentos é muito maior que se possa imaginar. No tabuleiro desta partida, o protecionismo e os ataques camuflados com o discurso da preservação do meio ambiente colocam segmentos do Brasil em eterna disputa pela legitimidade de suas ações.

ONGs internacionais, sediadas em países que travam grande batalha na Organização Mundial do Comércio (OMC) para manterem seus mercados, atuam no Brasil para enfraquecer a produção e escoamento dos produtos nacionais. Boa parcela da população brasileira, sensível ao marketing agressivo realizado por estas organizações, acaba tendo uma visão equivocada sobre a relação do agronegócio com o meio ambiente.

Para se ter ideia, o Brasil tem a maior área de floresta preservada do mundo. A lei ambiental brasileira se destaca das leis vigentes em países como China, Alemanha, EUA, Canadá e Argentina. A área preservada é maior que a soma de 48 países da Europa. O território nacional é ocupado da seguinte forma: 66,3% de vegetação nativa; 30,2% de áreas de plantio ou criação; e 3,5% são ocupados pelas cidades.

Desafio maior é unir produção à preservação do meio ambiente

No mundo agro, do total da área utilizada, 21,2% são de pastagens, 7,8% são de cultivo de grãos e 1,2% de outras lavouras. Isso faz do Brasil o segundo maior produtor de grãos do planeta. Além disso, o agro responde, direta e indiretamente, por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Uma potência que sempre segurou o país em momentos de crises econômicas.

Com todas estas informações, resta uma pergunta: A quem realmente interessa o enfraquecimento do agronegócio brasileiro?

Representantes do agronegócio não precisam temer o discurso destas ONGs. Precisam, sim, denunciar o tipo de atuação que está sendo feita no Brasil e o verdadeiro interesse por trás desta atuação. O brasileiro, cidadão de bem e comprometido com o país, precisa se orgulhar do quão importante é seu país para a alimentação da população mundial.

Agronegócio/Meio Ambiente

Estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, em 2050, a população mundial será de 9 bilhões de habitantes. Com isso, a demanda por alimentos crescerá, sendo 60% maior do que todo o planeta produz hoje. A necessidade de água potável também será maior 40%. Ou seja, produção e preservação precisam caminhar juntos.

O produtor rural, que vive da terra e precisa de água para cultivar, é um dos grandes interessados por esta preservação. Por este motivo, se faz ainda mais necessário entender o jogo de interesses que hoje permeiam os críticos do agronegócio brasileiro. O Governo Federal tem a missão de mediar esta realidade com equilíbrio e responsabilidade. O agronegócio brasileiro não pode padecer diante da ganância dos países ricos que financiam ONGs de fachada.

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