Crédito da foto: Agência Brasil
Brasília – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante lançamento das plataformas multi-institucional do ABC e WebAmbiente. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agora é oficial. O Brasil vai abrir um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia. O motivo é o anunciado corte na importação de carne de aves brasileira pelos europeus, que atinge 20 unidades exportadoras, sob a alegação de que estaria havendo deficiências no sistema oficial de controle, do país.

Abrir um painel na OMC significa provocar a entidade para que forme um grupo de três pessoas com o objetivo de resolver um determinado conflito comercial, no caso, o embargo à carne de aves brasileira, pelo qual o Brasil está se sentindo injustamente prejudicado pela União Europeia.

Esse grupo de três pessoas, indicadas por meio de acordo entre as partes, tem 60 dias para apresentar um relatório,  com a apresentação de solução ou soluções. Daí, o relatório é  submetido a uma reunião global de embaixadores, com poderes para votar as conclusões ali contidas.

A abertura do painel foi decidida, à unanimidade, nesta quarta-feira, 25, em reunião da Câmara de Comércio Exterior, a Camex, com a presença dos titulares de três ministérios: o das Relações Exteriores (Aloysio Nunes Ferreira), o da Agricultura (Blairo Maggi), e o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Marcos Jorge de Lima).

A decisão dos três ministros termina por confirmar a intenção manifestada anteriormente pelo ministro Blairo Maggi, vista como única capaz de resolver o conflito, embora possa demorar meses para que isso aconteça, conforme preveem especialistas no assunto.

O ministro Blairo, que é senador licenciado e produtor rural, considera que além da revelada preocupação com saúde, questionada pelo Brasil, pode estar havendo, mesmo, uma barreira de mercado. É baseado nessa desconfiança que as autoridades brasileiras querem brigar.

De acordo com cálculos feitos pelo Ministério da Agricultura, o Brasil sairia com um prejuízo na ordem de 30% a 35% na pauta de exportações do país, referente a carne de aves, o que revela o tamanho do impacto causado pela decisão da União Europeia.

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