Produtores de leite do Brasil prometem endurecer o jogo contra o governo para terem melhores condições de trabalho e mercado. A Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) quer anular o decreto do ex-presidente Michel Temer, publicado no apagar das luzes de sua gestão, que reduziu os descontos na energia elétrica para propriedades rurais. Além disso, o setor trava grande batalha por medidas compensatórias ao fim das tarifas antidumping, o que certamente prejudica o mercado nacional do produto.

A Abraleite, além da desoneração do produto, quer que o governo aumente o imposto de importação ao leite em pó e crie cotas para as compras feitas de países do Mercosul. “A cadeia leiteira não tem mais nenhum tratamento diferenciado, não tem nenhum subsídio. Acabaram com a taxa antidumping e os descontos na energia. É uma grande decepção com a equipe econômica”, criticou o presidente da Abraleite, Geraldo Borges.

Hoje, cinco encargos sociais atingem a cadeia leiteira. São eles o PIS, a COFINS, o FGTS, o INSS e o Funrural. Apesar de cobrar mudanças nesta formação, a Abraleite entende que esse tema é mais delicado e que precisa ser melhor estudado. A entidade acredita que uma mudança radical poderia afetar negativamente Estados que se encontram em situação de calamidade.

De 2001 até o último dia 6 de fevereiro, as taxas antidumping eram de 14,8% para países da União Europeia e 3,9% para Nova Zelândia. Com a retirada destas alíquotas feitas pelo Ministério da Economia, a cadeia produtora de leite brasileira ficou fragilizada, prejudicando diretamente produtores familiares, laticínios de pequeno porte e cooperativas. Uma verdadeira tragédia para o setor.

Debate em Brasília

Toda problemática será debatida durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária, em Brasília, na terça-feira (12). Deputados estão cobrando do Governo Federal explicações e informações sobre o tema. A batalha está apenas começando.

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