O presidente Jair Bolsonaro determinou, nesta segunda-feira (11), ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que retome o uso da tarifa antidumping a importação de leite em pó vindo da União Europeia e Nova Zelândia. A medida fortalece a cadeia produtiva brasileira, que já passa por dificuldades e busca novos incentivos junto ao Governo Federal.

Em vigor desde 2001, a tarifa antidumping havia sido suspensa no último dia 6 de fevereiro. Em resposta, a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) iniciou um movimento para que a medida fosse revista. Presidente da entidade, Geraldo Borges chegou a dizer em entrevistas que esta era a “primeira grande decepção com a equipe econômica do novo governo“.

Por sua vez, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) havia pautado o tema para discussão em reunião ordinária nesta terça-feira (12), em Brasília. Parlamentares também saíram em defesa dos produtores de leite brasileiros e se preparavam para uma investida no Congresso Nacional.

Hoje, a tarifa antidumping é de 3,9% para a Nova Zelândia e 14,8 % para a União Europeia, além de TEC, e para outros mercados, de 28%. Assim, para importar leite europeu paga-se 42,8% e para as importações de lácteos da Nova Zelândia, cobra-se 31,9%.

Ministro Paulo Guedes teve de voltar atrás

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